
O consumo diário de carne vermelha pode duplicar o risco de se sofrer de artrite reumatóide, segundo um estudo feito por investigadores da Universidade de Manchester.
O ferro ou o colagéneo existentes nas carnes de vaca e de borrego podem estar na base de problemas de reumatismo surgidos com maior frequência em pessoas que consomem com muita frequência aquele tipo de alimento. Um estudo em 25 mil indivíduos observados ao longo de vários anos indicou uma duplicação dos casos de artrite reumatóide entre os que tinham nos seus hábitos um maior consumo de carne vermelha, por comparação com aqueles que a incluiam na dieta apenas duas vezes por semana.
Por outro lado, os doentes com artrite reumatóide seguidos pelo estudo tinham tido, com maior frequência, hábitos tabágicos e, para agravar a situação, recorriam a alimentos pobres em vitamina C.
A equipa de investigadores verificou ainda que um consumo maior de proteínas, sejam elas vegetais ou animais, também aumenta o risco de desenvolver a doença. As gorduras, no entanto, parecem, neste caso, não contribuir para o problema.
A artrite reumatóide provoca a inflamação da membrana nas articulações, provocando nestas rigidez e inchaço. As investigações até agora realizadas têm atribuído a doença a perturbações no sistema imunitário, estando ainda por verificar quais são os factores decisivos para romper aquele equilíbrio. O estudo de Manchester faz, pela primeira vez, um levantamento alargado da relação entre os hábitos alimentares e a doença. Os factores ambientais têm vindo a ser cada vez mais tidos em conta na investigação deste tipo de reumatismo.
"As pessoas que não pensem que só por comerem alguns bifes numa semana irão desenvolver artrite reumatóide", comentou uma porta-voz da Campanha para a Pesquisa da Artrite, no Reino Unido. A questão centra-se na moderação do consumo de carne, havendo também que ter em conta a susceptibilidade genética para a doença, o uso do tabaco e uma dieta pobre em vitamina C, referiu a mesma responsável.
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